Está patente esta semana na BE da EB2, uma Exposição do Clube Europeu, assinalando a Semana da Europa. Decorrerão apresentações às turmas e estão expostos diversos materiais de interesse nomeadamente livros de diversos países, simbolizados por "bonecos" em forma de estrela, vestidos com trajes tradicionais. Vale a pena visitar a Exposição!
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Tertúlia de Poesia - 14 de Maio
Mais uma Tertúlia de Poesia desta vez em Turquel; na casa da Música. Se gostas de poesia, aparece e poderás ouvir declamar e quem sabe, declamar também algum poema...
sábado, 8 de maio de 2010
Lenda da Europa - (9 de Maio dia da Europa)
LENDA DA EUROPA
Europa era uma princesa muito bonita que vivia na Ásia.
Um dia o pai dos deuses, que se chamava Zeus, viu-a a apanhar flores de manhãzinha, apaixonou-se por ela e decidiu raptá-la.
Para agir mais à vontade, tomou a forma de um lindo touro castanho com um círculo prateado na testa.
Depois aproximou-se, muito manso, muito meigo. A princesa ficou encantada. Afagou-o e, na ideia de ir dar um passeio, sentou-se-lhe no dorso.
Nesse momento, Zeus disparou a voar por cima do Oceano em busca de uma ilha sossegada para viver o seu romance de amor.
Assim, deixaram a Ásia e passaram ao continente vizinho que naquela altura ainda não tinha nome. Veio a ser Europa, por causa da princesa.
Europa era uma princesa muito bonita que vivia na Ásia.
Um dia o pai dos deuses, que se chamava Zeus, viu-a a apanhar flores de manhãzinha, apaixonou-se por ela e decidiu raptá-la.
Para agir mais à vontade, tomou a forma de um lindo touro castanho com um círculo prateado na testa.
Depois aproximou-se, muito manso, muito meigo. A princesa ficou encantada. Afagou-o e, na ideia de ir dar um passeio, sentou-se-lhe no dorso.
Nesse momento, Zeus disparou a voar por cima do Oceano em busca de uma ilha sossegada para viver o seu romance de amor.
Assim, deixaram a Ásia e passaram ao continente vizinho que naquela altura ainda não tinha nome. Veio a ser Europa, por causa da princesa.
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Dia do Trabalhador
Calçada de Carriche
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
toca a sineta
é já noite fechada.
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
António Gedeão, in "Teatro do Mundo"
Subscrever:
Mensagens (Atom)




