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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

domingo, 2 de novembro de 2008

O Baú das histórias passou da EB1 do Ninho de Águia para a EB1 de Frei-Domingos




A manhã estava chuvosa, mas foi muito animada. Contámos a história da Chica-Amorica, (muito bem ilustrada pelas crianças do Ninho de Águia); aos meninos do Frei-Domingos. Depois foi a vez do Cuquedo e da Fada Palavrinha. Algumas crianças recontaram muito bem as histórias que tinham lido em casa e nós ouvimos deliciadas...Para terminar, dançaram a dança do Zé da Horta e ficaram de nos enviar a letra, que é muito engraçada... Nesta escola, (a mais antiga e mais bonita do Agrupamento) revivem-se as tradições, e as crianças trouxeram objectos e fotografias antigas dos seus familiares para mostrarem aos amigos, e nós também vimos...




O Pássaro Chica-Amorica -Conto tradicional


Chica - Amorica era um pássaro muito feliz. Tinha um ninho e três filhos. Cantava muito contente no alto do carvalho.Chegou a raposa e perguntou:- Quem está a cantar em tão alto carvalho?- É a Chica - Amorica e seus filhos três - respondeu o pássaro.- Deita um cá para baixo, senão alço o rabo, corto o carvalho e como-te a ti e aos teus filhos. A avezinha deitou um filho para fora do ninho e toda a noite chorou.No outro dia, aconteceu precisamente a mesma coisa. Passou por ali o mocho e perguntou-lhe o que tinha. Ela contou-lhe o sucedido. Então, o compadre Mocho ensinou-lhe como havia de fazer. No outro dia, a raposa ficou irritada com as respostas da Chica-Amorica e gritou-lhe:- Isso são conselhos do teu compadre!Nesse instante, apareceu o Mocho e deixou-se abocanhar pela raposa. Esta, ia toda contente a gritar:- Mocho comi... Mocho comi...O Mocho pediu para gritar mais alto. A raposa abriu muito a boca e o Mocho fugiu e disse:- A outro,a outro que não a mim!



EB1/JI de Candeeiros-Portal de histórias




Fomos à EB1 e ao JI de Candeeiros, com a Joaneca. A educadora Lurdes foi ao Jardim e professora Natália foi à EB1. Depois das histórias contadas e ouvidas, aqui fica uma história que faz parte do livro "Editado" pela turma do 3º e 4º ano do ano lectivo,2007/2008 (Portal de Histórias) ! Magnífico! Parabéns ...

"A rainha e a fortuna escondida"
No tempo em que as bruxas voavam pelo céu montadas em vassouras, havia uma rainha chamada Isabel que morava num castelo. O seu castelo ficava situado no centro de uma floresta assombrada. Era velho, escuro, húmido e assustador. Certo dia, sentiu-se melancólica e resolveu ir passear para a floresta. No caminho encontrou uma árvore mágica que se meteu com ela:

- O que se passa rainha?
_Sinto-me sozinha! Não tenho ninguém para conversar. Gostava de morar noutro lugar!

_ Na biblioteca do teu castelo, atrás do segundo armário, há uma porta secreta que dá acesso a um labirinto subterrâneo. No cento desse labirinto há uma luz vermelha que te indica o local onde está uma grande fortuna.

-Talvez possa ir viver para outro sítio! Obrigada árvore mágica, se eu tiver sorte, volto para te visitar. Adeus!

Depressa chegou a casa e foi para a biblioteca. Desviou o segundo armário e encontrou uma porta sem maçaneta.
Assim que a empurrou, caiu num escorrega em forma de caracol que a levou até ao labirinto. Levantou-se e tentou descobrir o caminho para o centro do labirinto.
Mas havia um terrível feiticeiro que a impedia de passar. Num dos caminhos, encontrou um soldado esfarrapado que há muito tempo por lá andava perdido. Deu um frasco de nevoeiro à Rainha para passar pelo feiticeiro sem que ele a visse.
Dessa forma, a rainha Isabel conseguiu alcançar a luz vermelha do centro do labirinto. Ao chegar perto dela, ouviu uma voz:
-Para o tesouro encontrar, o enigma terás de decifrar:
“Eram três ilhas e nas três haviam três palmeiras. Nas três palmeiras haviam três cocos. Quantos cocos tinha cada palmeira?”—perguntou o feiticeiro.

_Nenhum, porque as palmeiras não dão cocos. São os coqueiros.—respondeu-lhe a Rainha.

_Muito bem! O tesouro é teu.
Dizendo isto, o chão cobriu-se de ouro e num passo de magia, a rainha apareceu na Biblioteca coberta de moedas.
Como não tinha mais nada para proteger, o feiticeiro deixou de ser mau e ajudou a Rainha a encontrar o lugar ideal para viver.

In , Usando o portal de Histórias…, alunos do 3º e 4º ano da EB1/JI de Candeeiros –Ano lectivo 2007/2008

" Os meninos de todas as cores"


A turma da professora Susana da EB1 de Ribafria, apresentou o "teatro"- Os meninos de todas as cores- aos amigos e à Joaneca. Mostraram os lindíssimos trabalhos que fizeram à volta do "Elmer e Alber" e explicaram as notícias que colocaram no Cartaz. Lindas mensagens, vivenciadas por toda a turma muito intensamente. Para retribuir, contámos a "história da Bruxa Mimi voa outra vez" e a história do " Elmer e o passarão"... Obrigada !
"Meninos de todas as cores"
Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:
É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce
porque é branco o leite, tão saboroso
porque é branca a neve, tão linda.
Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos.
Arranjou uma amiga, chamada Flor de Lótus que, como todos os meninos amarelos, dizia:
É bom ser amarelo
porque é amarelo o sol
e amarelo o girassol
mais a areia amarela da praia.
O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.
Fez-se amigo de um pequeno caçador, chamado Lumumba que, com os outros meninos pretos, dizia:
É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam a toda a parte.
O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu, para brincar aos índios, um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:
É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.
O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Bábá, que dizia:
É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como o chocolate.
Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:
É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras
castanho da cor do chocolate.
Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.